Pages

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Muito, muito tempo atrás

Antes de existir Irati, antes de existir pessoas, antes de existir vida e antes de existir magia, já existia o Fantástico Quintal de Anderson Neves. É claro que ele não era como hoje, com uma casa verde e muros em volta, mas já estava lá, exatamente no mesmo lugar, mesmo que fosse um monte de nada.
A medida que o nada foi se transformando e a vida foi surgindo, alguns pensadores da época diriam: "É possível existir vida sem magia? Todavia, não é a magia que nos faz viver, mesmo que seja um simples encantamento pela vida?". E graças aos filósofos palhaços, a partir de então passaria a existir também a dúvida, que moveria muitas mentes pensantes para dentro do Abismo Negro da Procura, onde a resposta mais procurada era a da pergunta "O que veio antes, a vida ou a magia?". Junto com a vida vieram os humanos e com eles os sentimentos, a evolução e as tecnologias e desastres também não tardaram a chegar, transformando o fantástico quintal no que ele é hoje, um endereço em Irati, Paraná.
O interessante, é que antes dos humanos chegarem com suas características corrosivas, já havia vida e magia e isso foi o suficiente para tornar aquele lugar em algo espetacular, maravilhoso, exuberante e encantador, difícil de ser descrito com palavras. E a vida antes dos humanos era mais pura, mais sensível, mais afetuosa, mais amigável. Os seres que habitavam aquele lugar eram todos repletos de magia, e ela era tão boa, que contagiava quem a experimentasse e aquilo se espalhava como uma onda de amor e carinho. Todos eram tocados pela magia boa do Fantástico Quintal, mesmo que fosse só mato.
Infelizmente algo estranho aconteceu, como já havia acontecido antes, e muitos humanos e coisas feitas por eles, estavam se tornando cada vez mais vazios ou preenchidos com nada absoluto. Por infortúnio, era um nada diferente daquele que existia antes e a magia do quintal, não tinha efeito sobre aqueles seres e coisas. Eles eram repleto de uma força densa e confusa. Com o tempo descobriram que junto com a tecnologia, estudiosos da Fonte de Energia descobriram diversas formas de magia e percebeu-se então, que a magia estava em muito mais coisas do que se imaginava. Naquela época começou a existir pessoas que acreditavam que era possível haver vida sem magia pela primeira vez; e a magia começou a perder força. Ela já não se manifestava mais nos seres vivos como antigamente, alguns não viam, outros não sentiam e a maioria parecia simplesmente não ter. Não se manifestava mais como deveria. Ninguém no mundo sabia o que estava acontecendo e o Fantástico Quintal, que era agora um terreno numa esquina com uma casa, estava morrendo
Na casa vivia o homem, aquele que todos no quintal temiam, porque não sabiam quem era, nem o que fazia, o que sentia e porque ele não sentia nem via as coisas maravilhosas que aconteciam no seu quintal, que não passava de grama, mato e arvores mal cuidadas. Ele assustava todos os habitantes do Quintal com suas palavras rudes, suas atitudes bruscas e seu humor irritadiço. Parecia com um velho ranzinza arrastando chinelos pra lá e pra cá. Tinha crises de espirro que o deixavam ainda mais chato e insuportável. Seu nariz viva escorrendo e ele manuseava o lenço com uma raiva e amargura que surpreendia quem olhava. Mal saía de casa a muito tempo., o que foi bom para o Quintal, já que a influencia dos humanos era a responsável por ter praticamente extinto a magia na cidade. Quem passava na rua, via mato, mas era a liberdade da natureza que estava crescendo ali e com ela, a magia fluía mais calmamente. O problema é que era uma magia mais desleixada e desorganizada, mas todos acreditavam que quanto mais magia, melhor. Como quase tudo que era magia na cidade havia sido corrompido pelas construções poucos eram os refúgios mágicos em cidades e hoje tudo era diferente de como era muito, muito tempo atrás.

1 comentários:

Diego disse...

manero o post
soh kero ver como q vai se desenvolve a historia agora

^^